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4 de abril de 2014

Como jogar RPG com mapas e miniaturas?


E aí, tudo bem? Recentemente vi algumas pessoas perguntando, em comunidades de RPG no Facebook, sobre como poderiam usar miniaturas e mapas em suas sessões de RPG. Resolvi tentar ajudar os iniciantes escrevendo um pouco sobre o assunto, dando dicas sobre como usar essas ferramentas em suas mesas e apresentando alternativas gratuitas para quem não pode comprá-las.

16 de outubro de 2013

30 Dias do Desafio dos Mestres #07

Parte 1 - Preparação

Como você se prepara para cada sessão?

Vou continuar dando dicas para jogos D&D-like (D&D, Old Dragon, Pathfinder, Tormenta RPG e etc). Acho que todo mundo que mestra gosta de preparar a sessão com alguma antecedência e essa preparação passa por dois níveis: a da história e a dos materiais de jogo.

Preparação da história: eu não gosto de preparar muitos detalhes da história, acho que deixa a campanha nos trilhos e tende a ser bem frustrante para o jogador (pelo menos era para mim, quando jogava em uma mesa assim). Eu costumo preparar NPCs, imaginar possíveis cenas que eu quero que aconteçam, imaginar localidades onde as cenas ocorrerão e preparar os encontros que acontecerão. 

As cenas são pensadas da forma mais genérica possível de propósito, para servirem como um guia, mas muitas vezes nem são utilizadas, justamente pela liberdade que dou aos jogadores. Um exemplo de cenas para um jogo seria:
  1. Mistério em Valkária: um assassino deixou um pedaço de pergaminho, ao lado de sua ultima vítima, onde estava escrito apenas o nome de um dos personagens;
  2.  Agulha em um palheiro: investigações feitas pelos personagens levam a lugar nenhum, dado o caráter cosmopolita da capital de Deheon. Eles precisarão recorrer a meios mágicos para encontrá-lo;
  3. A magia tem um preço: um poderoso clérigo de Thyatis aceitou usar seus poderes divinatórios para descobrir quem é o assassino misterioso, mas o preço e assinar um contrato mágico escrito em uma língua desconhecida;
  4. A vingança do barão Perkins:  recém ressuscitado, o vilão derrotado retorna com desejo de vingança. Uma batalha ocorre em um tempo de Leen que servia como seu refúgio. 
Preparação de materiais: Eu preparo, antes da sessão os materiais que usarei durante o jogo. Eu preparo:
  • Mapas: Eu imprimo o mapa da região onde o jogo ocorrerá e preparo os separo os dungeon tiles que usarei nos encontros da sessão. Caso eu não use os dungeon tiles, eu desenho o mapa à mão, sobre um grid em branco, usando canetas para quadro branco;
  • Tokens: Eu adoro usar referências visuais durante os combates e hoje eu uso tokens do D&D, que são uma opção muito mais barata que as miniaturas. Antes da sessão eu separo os tokens dos personagens jogadores e dos monstros/inimigos que participarão dos encontros da sessão;
  • Estatísticas de jogo: eu separo cada encontro em uma página, onde coloco as fichas dos monstros/armadilhas que usarei e imprimo. Fica bem mais fácil de gerenciar do que ficar usando o livro dos monstros.
Tudo isso fica atrás do escudo do mestre, que serve mais para esconder esse material todo do que para rolar o dado escondido.

E vocês, como preparam as suas sessões?

11 de outubro de 2013

30 Dias do Desafio dos Mestres #06

Parte 1 - Preparação

Criação de mundo - qual o seu processo?

Essa é bem fácil de responder: eu nunca criei um mundo, não tenho interesse em criar e não gosto de jogar em um mundo criado por algum jogador. Não me entendam mal, é que eu prefiro jogar em cenários já consagrados e com muito material disponível sobre ele. Gosto pessoal.

Eu acho que um cenário pronto te dá bases muito boas para você desenvolver a sua campanha, sem precisar perder tempo criando um mundo, mapas, deuses, cronologia, localidades e etc. Confiram abaixo meu top 3 de cenários para D&D:
  1. Tormenta: Comecei a jogar RPG em Arton e é o mundo que melhor conheço. Apesar de ser o meu favorito eu não gosto de muita coisa nele, mas isso é papo para outro post;
  2. Dark Sun: "Em uma bela manhã de sol..." Sim, Athas é massaveio, hard e tem uma história massa, não poderia faltar na minha lista;
  3. Eberron: Conheci o cenário em 2009 e achei interessante a premissa, recomendo bastante a leitura.
E vocês, criam seus próprios mundos/cenários? E quais os seus cenários prontos favoritos?

10 de outubro de 2013

30 Dias do Desafio dos Mestres #05

Versão mega foda do filme...
Parte 1 - Preparação

Que inspiração você rouba de outros jogos, livros, filmes, etc?

Um bom mestre é um bom ladrão, afinal ele precisa saber o que roubar de outras mídias e como colocar esses elementos em sua mesa. Você rouba ideias de outras mídias? Guardas! Guardas! Coloquem esse surrupiador na mais escura das masmorras.

Eu gosto de me inspirar em algumas coisas para montar as minhas campanhas:
  • Localidades: Sempre que eu estou vendo um filme, jogando um jogo ou lendo um livro eu dou atenção especial para o ambiente, porque assim eu posso usar aquele cenário como referência para as minhas descrições;
  • Personagens: Sabe aquele personagem massa daquele seu livro favorito? Mude o nome, altere um pouco a aparência física e voilà, você tem um NPC pronto para a sua mesa;
  • Desafios: Enigmas, armadilhas, encontros e desafios de perícia dão um sabor todo especial para qualquer campanha e você pode buscar inspirações em diversas mídias, portanto fique atento;
  • Regras: Essa é uma inspiração específica a sistemas de RPG servindo como fonte de inspiração para outro. Eu acredito que quanto mais RPGs um mestre conhecer, melhor ele será no seu sistema favorito. Conhecimento nunca é demais e ajuda você a ter parâmetros, a ter a capacidade de julgar uma determinada regra, afinal tem como compará-la com outros jogos. Importe regras massas para o seu RPG favorito e altere aquelas que você não curte tanto;
  • Imagens: Acho que 60% de tudo o que produzo relacionado a RPG é baseado em imagens do DeviantArt. Eu vejo uma imagem e já imagino um personagem, uma aventura ou uma regra para ela. Vasculhem imagens, são ótimas fontes de inspiração e exercitam a sua criatividade;
  • Músicas: Fale a verdade, às vezes uma única música te dá ideia para uma aventura inteira, ou pelo menos para um combate/desafio. Mesmo que você nem vá usá-la na sessão, ela te ajudará a imaginar uma cena baseada no clima da música.
Abaixo citarei algumas boas inspirações para D&D e suas versões. Roube ideias sem moderação:
  • Cinema: Conan, o bárbaro; O Senhor dos Aneis; Dungeons and Dragons Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida;
  • Quadrinhos: Planeta Hulk; A Espada Selvagem de Conan; Mulher Maravilha (novos 52);
  • Livros: O Horror de Dunwich; Terceiro Deus; O Silmarillion;
  • Música: System of a Down; Rhapsode of Fire; Trilha sonora de Conan, o bárbaro;
  • Games: Baldur's Gate (1 e 2); Mass Effect (1,2 e 3); Batman série Arkham;
  • RPGs: Dungeon World; Este Corpo Mortal; Cosa Nostra.
  • Podcasts: Dm's Dirty Talk; Rolando 20; Vozes da Terceira Terra.
  • Youtube: The Gamers; D&D Robot Chicken; Botequim dos Jogos.
E vocês, de onde tiram inspirações para os seus jogos?

... versão zoada da sua mesa.

9 de outubro de 2013

30 Dias do Desafio dos Mestres #04

Parte 1 - Preparação

Você usa aventuras prontas ou escreve as suas?

O meu grupo tradicionalmente cria as próprias aventuras que jogamos. Me lembro de ter jogado pouquíssimas vezes aventuras prontas. Na verdade só me recordo de ter jogado uma (embora já tenha mestrado algumas): A Libertação de Valkária, já na época do Tormenta RPG.

O meu grupo atualmente tem quatro mestres: 

  1. Marcus, mega especialista em Tormenta e atual mestre de The One Ring: é o melhor mestres de RPG que conheço e cria do zero ótimas histórias envolvendo meta-física e outras questões complexas;
  2. Fante, mestre de primeira viagem: está mestrando TRPG para o nosso grupo e usando uma história pronta;
  3. Rafael, mais novo membro do grupo e mega fã de GURPS: ainda não teve tempo de mestrar na nossa mesa, mas eu já joguei com ele e sei que ele manja dos paranauê;
  4. Eu, mega fã de D&D e de RPG indios indie: A maioria das aventuras que mestrei são criações minhas, mas como fã do D&D eu tenho me interessado, cada vez mais, em mestrar as aventuras oficiais e clássicas da TSR/Wizards.
Aventuras prontas têm desvantagens, como a possibilidade de ser muito "nos trilhos" ou ser apenas uma série de encontros sem sentido (Wizards, estou falando com você!). Apesar das desvantagens, as aventuras prontas têm vantagens também, como o fato de simplificar a vida do mestre e de ter alguns complementos que vão tornar o seu jogo mais legal (mapas, cartas, grids e etc). 

As aventuras criadas por nós mesmos são recompensadoras e mais sandbox do que as prontas, mas dão mais trabalho também. Você precisará criar NPCs, monstros, mapas, motivações, plots, intrigas e reviravoltas e isso pode, muitas vezes, ser o principal desafio do mestre.

Abaixo listarei algumas aventuras que eu gostei de ler/mestrar/jogar e que podem ser de interesse para vocês:

  • A Libertação de Valkária;
  • Keep on the Shadowfell;
  • Tomb of Horrors;
  • A Cripta do Terror;
  • Die Vecna Die!;
  • The Village of Hommlet;
  • The Temple of Elemental Evil;
  • Murder in Baldur's Gate;
  • Cairn of the Winter King;
  • Queen of the Spiders.
E vocês, usam aventuras prontas ou criam as suas? E quais foram as melhores aventuras prontas que jogaram mestraram?

8 de outubro de 2013

30 Dias do Desafio dos Mestres #03

Hora de responder a terceira pergunta do desafio dos mestres. Sem enrolação vamos direto para a resposta.

Parte 1 - Preparação

Como você encontra jogadores?

Eu jogo RPG desde 2002 e ainda jogo com o mesmo grupo base e ainda no mesmo local que jogava 11 anos atrás. Apesar disso muitas pessoas passaram pela nossa mesa ao longos dos anos, entretanto algumas perderam o interesse no hobby e outras se mudaram e acabaram parando de jogar conosco. E é nesse momento que tivemos que encontrar novos jogadores para a mesa.

A maneira mais rotineira de chamar novos jogadores na nossa mesa é por indicação de alguém que já esteja jogando, que convida algum amigo para assistir uma partida, conhecer o pessoal e ver se é de seu interesse. Já usamos também o grupo do Facebook dedicado a RPG e Magic aqui da cidade (Ilhéus/Ba) para convidar novos jogadores.

Uma característica do meu grupo é a de introduzir novos jogadores ao hobby. Acho que entra um novato por ano em nossa mesa e muitos deles continuam a jogar RPG. Um ótimo exemplo disso é Felipe, o Fante, que é o nosso atual mestre de Tormenta RPG e autor aqui do blog também.

Além do meu grupo presencial, eu tenho um grupo online de TRPG. Eu mestro para uma galera que conheci no Twitter e nos blogs e que é super fã de Tormenta. A mesa é incrivelmente divertida e caótica.

Então a grande dica que eu dou para quem precisa encontrar novos jogadores é: jogue RPG com pessoas com as quais você tenha alguma afinidade, pois assim vocês se divertirão juntos e o clima da mesa tem tudo para ser o melhor possível, afinal deve ser horrível jogar em uma mesa onde o jogador X não gosta do jogador Y, que, por sua vez, sempre tenta matar o personagem do jogador Z, que não gosta de forma como você mestra e fica tentando de corrigir o tempo todo, não é?

E vocês, como encontram novos jogadores para as suas mesas?

7 de outubro de 2013

30 Dias do Desafio dos Mestres #02

Hora de continuar com a brincadeira do Desafio dos Mestres.

Parte 1 - Preparação

Qual a sua ferramenta ou acessório de mestre favorito?

Taí, essa pergunta me fez quebrar a cabeça. Por que? É simples: eu sou um mestre que gosta de usar muita coisa na mesa de jogo, seja para chamar a atenção dos jogadores ou para me auxiliar a conduzir a campanha.

Nem vou citar o totalmente clássico escudo do mestre, porque hoje eu quero recomendar uma ferramenta online, bastante criticada por aí, e que me ajuda muito a preparar as minhas sessões de D&D: o Monster Builder da Wizards of the Coasts.

O Monster Builder é, de forma resumida, um banco de dados que agrupa a ficha de todos os monstros e NPCs lançados em materiais oficiais da Wizards. Além de ser uma forma fácil de você poder conferir aquelas fichas que serão usadas na sua próxima sessão, ele permite que o mestre crie novos monstros/NPCs ou edite aqueles que já existem. 

E é aí que ele me ganha. Eu sou um mestre que gosta muito de alterar monstros, mudar o nível, adicionar habilidades e antes da 4ª edição do D&D isso era uma dor de cabeça, especialmente nos sistemas baseados na 3ª edição. Eu, muitas vezes, gastava mais tempo aumentando/diminuindo CR (ND) do que preparando uma aventura massa. Com a 4e isso mudou, eu posso alterar as fichas rapidamente e me concentrar na história da campanha.

Essa é a minha ferramenta favorita atualmente, qual é a de vocês?

4 de outubro de 2013

30 Dias do Desafio dos Mestres #01

Após um longo período afastado do blog e do RPG, eis que retorno a escrever inspirado, mais uma vez, no meu blog de RPG favorito: Rolando 20. Está rolando um meme na gringa que desafia os mestres a responderem 30 perguntas, uma por dia, sobre a arte de mestrar. Ficou curioso? Confira abaixo a minha resposta para a primeira pergunta.


Parte 1 - Preparação

Que dica você daria para um mestre de primeira viagem? 

Mestrar é intimidador, especialmente quando somos inexperientes ou mestraremos para desconhecidos. Como mestre você precisa ter, basicamente, duas coisas em mente:



  1. Todos, incluindo você, devem se divertir. Portanto leve em consideração o perfil dos jogadores ao preparar a sua aventura, com isso você tem uma chance muito maior de tornar a sua sessão memorável;
  2. Dê espaço para a criatividade dos seus jogadores. Não planeje cada mínimo detalhe da aventura e não espere que ela saia exatamente como vocês havia planejado, até porque provavelmente ela sairá de uma maneira completamente maluca e imprevisível (não é Beto, Quaresma, Luíza, Davide e Edu?) e isso será extremamente divertido.
Tente montar uma aventura divertida, que se encaixe no seu gosto e no dos seus jogadores, não se preocupe muito com as regras, mas sim em montar uma história divertida, com NPCs interessantes, localidades marcantes e desafios memoráveis.

OBS: Não seja o mestre frustado que quer ser jogador. Mestrar é divertido e gratificante, mas é uma diversão e recompensa diferente de ser jogador, portanto tenha isso em mente antes de mestrar. Poucas coisas são piores do que um mestre que faz um NPC fodão que resolve tudo sozinho, que coloca todos os personagens jogadores no chinelo e que é um bárbaro/ninja/arquimago/sexy-sem-ser-vulgar.

13 de maio de 2013

Dark Sun 4e - A Tumba de Aravek, Parte 1


Olá pessoal, tudo beleza? Atualmente estou mestrando Dark Sun 4e e quero começar a escrever sobre isso aqui. Hoje trago até vocês o primeiro nível da Tumba de Aravek, local que eu criei e onde os personagens do meu grupo estão explorando. Preparem-se, porque aqui é Dark Sun PORRA!

23 de março de 2013

Melhorando Campanhas - O papel do background

Que background é esse meu filho?
Quem mestra algum RPG sabe o quanto um personagem com um background interessante pode ajudar a abrilhantar a sua campanha. Uma realidade que vejo, entretanto, são os jogadores que se preocupam pouco com esse aspecto da ficha do personagem e gastam muito tempo preparando uma ficha eficiente, para não dizer overpower. Hoje quero falar um pouco desse assunto e, quem sabe, inspirar os jogadores a preparem personagens mais interessantes.

13 de março de 2013

Usos criativos de magias para magos pervertidos

Admita, você nunca vai manjar das putarias como o Gandalf
Meu grupo é bem aloprado e, de vez, em quando muitas besteiras saem das nossas sessões de jogo. Esta é apenas uma dessas coisas absurdas que discutimos recentemente e eu quero compartilhar com vocês. AVISO, ESTE POST PODE CONTER LINGUAGEM DE BAIXO CALÃO. VOCÊ FOI AVISADO.

10 de março de 2013

RPG é realmente um Role Playing Game?

Quanto mais defeitos, mais interessante fica o personagem
O nosso querido e amado hobby é realmente um role playing game (jogo de interpretação de papeis)? O quão comum são os problemas causados pelo meta-game em suas mesas? Todo mundo já teve uma experiência com um jogador que não consegue separar o seu próprio conhecimento do conhecimento que seu personagem possui. O que fazer nessas situações?

4 de março de 2013

O RPG que mais me marcou é...?


Fala pessoal tudo beleza? Estive ausente nos últimos dias por diversas razões pessoais, mas agora estou voltando a escrever no blog e pretendo voltar a ter pelo menos dois posts semanais (terminar a série de CDZ em Arton e colocar no papel novos projetos também).

Hoje é o dia do mestre de RPG (parabéns pra todos nós!) e inspirado nesse dia eu queria falar do RPG que foi mais marcante em minha vida: 3D&T.

Sim, Defensores de Tóquio é o RPG que eu penso com mais carinho quando me lembro dos RPGs que já joguei. Mas porque isso? Porque justamente esse RPG tão simples e escrachado é o meu favorito?

As respostas para essas questões estão no ano de 2002, o ano em que eu conheci o hobby e joguei a minha primeira, e mágica, partida de RPG. 

Eu moro em uma cidade chamada Ilhéus, no sul da Bahia, e aqui, como na maior parte do país, o acesso ao RPG é complicado. Portanto o RPG era um hobby desconhecido pra mim, apesar de não inteiramente desconhecido, afinal eu já gostava de videogames do gênero. 

Em meados de 2002 um colega de sala (que se tornou um grande amigo, em grande parte  graças ao RPG) me emprestou um livrinho de capa azul, com uma sigla estranha na capa, e me disse que com aquilo se jogava um jogo muito legal. Levei o livro pra casa e o devorei, li tudo num piscar de olhos e fiquei pilhadão pra jogar.

Alguns dias depois joguei minha primeira partida de RPG. O cenário era Tormenta e o meu personagem era uma fada (ou UM fada) heroi dos ventos. Eu fiquei maravilhado com o que aconteceu naquela tarde mágica, a imaginação ganhava asas e o tempo transcorreu acelerado enquanto o mestre falava de um mundo fantástico e monstros terríveis que nós deveríamos exterminar. Caramba, eu era um heroi e salvei uma cidade!

Não ligávamos para coisas que escutamos, e muito, de outros RPGistas da cidade como: "regras ruins" ou cópia do "cenário X" ou "isso é banalização do RPG". Éramos pouco mais que crianças e tudo o que importava era a diversão. E como nos divertimos com esse "livrinho" de capa azul e sigla estranha. Quem critica o 3D&T não consegue imaginar como é ser RPGista em uma cidade do interior da Bahia. Não tínhamos quem nos apresentasse o "sensacional" D&D ou o "requintado" Vampiro. Mas, em bancas de revista e custando apenas R$ 9,90 encontramos o 3D&T. E como isso nos divertiu.

Óbvio que, eventualmente, migramos para o D&D, passamos pelo Vampiro e outros RPGs depois disso. Mas o 3D&T foi o responsável por nos apresentar esse mundo novo. Nos cativou. Cabia nos nossos bolsos e era a nossa diversão garantida do final de semana.

Se hoje sou RPGista agradeço ao 3D&T. E esta é a minha pequena homenagem ao "livrinho" que me tornou mestre de RPG.

PS: Até hoje continuo jogando com o mesmo pessoal que comecei a jogar. Ainda em Arton. E 3D&T é sempre lembrado com muito carinho por todos nós.

12 de janeiro de 2013

Grupo de NPCs - Como jogar D&D 4e com apenas um jogador


Ontem eu vi uma postagem em um grupo do Facebook que me fez pensar um pouco. Um rapaz está mestrando uma campanha de D&D 4e para apenas um jogador, mas estava encontrando problemas com isso, afinal de contas a quarta edição do Dungeons and Dragons foi pensada para ser jogada em grupo, de preferência um grupo com cada um dos roles cobertos (striker, leader, defender e controller).

1 de janeiro de 2013

Ano novo, promessas velhas.

Feliz ano novo galera! 2013 na área e essa é a época em que repensamos muita coisa, fazemos o balanço do ano que passou e fazemos promessas de coisas que queremos para o ano que está começando. Esse post é sobre as minhas resoluções para 2013, pelo menos no que compete ao RPG.

2012 foi um ano muito legal, joguei muita coisa e criei este blog. Passei a acompanhar o pessoal da blogosfera de RPG e conheci um mundo além do mundinho do meu grupo. Até fiz um post sobre o que joguei no ano passado (clique AQUI para conferir).

Vejamos quais as minhas promessas para 2013:

22 de dezembro de 2012

O que joguei em 2012


Olá pessoal, tudo bem? O ano está acabando e eu quero falar um pouquinho do que joguei este ano. 2012 foi um ano muito bacana no que diz respeito ao RPG para mim (e em outros aspectos também) porque eu nunca joguei uma variedade de jogos tão grande em um só ano.

2 de novembro de 2012

Aventuras Modulares x Campanhas Longas



Hoje o meu post é sobre um tema que na verdade é um dilema que tenho passado ultimamente. Até o ano passado eu e o meu grupo estávamos acostumados com campanhas longas, histórias grandiosas, plots que se desenrolam em inúmeros sub-plots e por aí vai. Hoje, entretanto, eu tenho um sentimento muito mais especial por aventuras modulares. Por que? Continue lendo e confira.

18 de setembro de 2012

Pontos de Vida ou Pontos de Acerto?

Como vocês, mestres narram seus combates? Cada golpe que o monstro ou o jogador acerta você descreve cortes, ferimentos e sangue? Bom isso leva a um problema exemplificado na imagem ao lado.

16 de setembro de 2012

Quem precisa de itens mágicos?



Vou fazer uma pergunta a vocês, mestre de RPG: Quem manda na sua campanha é você ou o sistema de regras? Pergunto isso porque eu gosto de ter o controle do meu jogo e se eu acho que os meus jogadores não devem ter itens mágicos eles não terão. Ponto final, o sistema não vai me obrigar a ter itens mágicos.

10 de setembro de 2012

Pontos de Narrativa


Hoje minha dica é para os mestres de D&D, Pathfinder, Old Dragon e Tormenta RPG. Que tal você dar um pouco de "poder" ao seu jogador?